segunda-feira, 14 de maio de 2012

NISTO CREMOS


Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm crenças fundamentais como ensinam as Sagradas Escrituras. Estas crenças aqui expostas constituem a percepção e expressão que a Igreja sustém com respeito aos ensinos bíblicos.

1. As Escrituras SagradasAs Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. (II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 10:35; 17:17; I Tess. 2:13; Heb. 4:12). 

2. A Trindade
Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo, e sempre presente. (Deut. 6:4; 29:29; Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).

3. Deus Pai
Deus, O Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. (Gên. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17: Êxo. 34:6 e 7; João 14:9). 

4. Deus FilhoDeus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3 e 14; 5:22; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 5:18; 6:23; II Cor. 5:17-21; Lucas 1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3; I Ped. 2:21; Apoc. 22:20). Ver vídeo (Realvideo 3 minutos). 

5. Deus Espírito SantoDeus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis, são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja. (Gên. 1:1 e 2; Lucas 1:35; II Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; II Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Rom. 1:1-4).

6. Deus é o CriadorDeus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato autêntico de Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. (Gên. 1;2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3; João 1:1-3; Col. 1:16 e 17).

7. A Natureza do Homem
O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e com o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências. (Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20). 

8. O Grande ConflitoToda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu, quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. (Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Gên. 6-8; II Pedro 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9).

9. Vida, Morte e Ressurreição de CristoNa vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expiação, pela fé, possam ter vida eterna, e toda a Criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. (João 3:16; Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip. 2:6-11; I João 2:2; 4:10; Col. 2:15). 

10. A Experiência da Salvação
Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação, advém do poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo. (Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; João 3:16; II Cor. 5:17-21; Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; João 3:3-8; Mat. 18:3; I Pedro 1:23; 2:21; Heb. 8:7-12).

11. Crescimento em Cristo
Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor. Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Salm. 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Col. 1:13, 14; 2:6, 14,15; Luc. 10:17-20; Efés. 5:19, 20; 6:12-18; I Tess. 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Cor. 3:17,18; Filip. 3:7-14; I Tess. 5:16-18; Mat. 20:25-28; João 20:21; Gál. 5:22-25; Rom. 8:38,39; I João 4:4; Heb. 10:25.

12. A Igreja
A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo. (Gên. 12:3; Atos 7:38; Mat. 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15). 

13. O Remanescente e sua Missão
A Igreja universal compõe-se de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. (Mar. 16:15; Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).

14. Unidade no Corpo de Cristo
A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação, tribo, língua e povo. Todos somos iguais em Cristo. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Essa unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos. (Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1). 

15. O Batismo
Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e na ressurreição de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua Igreja. É por imersão na água e segue-se à instrução nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos. (Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6; Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:12 e 13; I Pedro 3:21). 

16. A Ceia do Senhor
A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Senhor e Salvador. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a Cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo, e para unir nossos corações em amor. (Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apoc. 3:20; João 13:1-17). 

17. Dons e Ministérios Espirituais
Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino. (Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mat. 25:31-36). 

18. O Dom de ProfeciaUm dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10). 

19. A Lei de Deus
Os grandes princípios da Lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus. (Êxo. 20:1-17; Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; João 14:15; Rom. 8:1-4; I João 5:3; Mat. 22:36-40; Efés. 2:8). 

20. O SábadoO bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o Sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável Lei de Deus requer a observância deste Sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do Sábado. (Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Heb. 4:1-11; Deut. 5:12-15; Isa. 56:5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; Mar. 2:27 e 28). 

21. Mordomia
Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel serviço à Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu Evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja. (Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14).

22. Conduta Cristã
Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. (I João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I Pedro 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8). 

23. Matrimônio e Família
O Casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus, bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e se casa com outro, comete adultério. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. (Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; João 2:1-11; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; Mar. 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11). 

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial
Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento. (Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).

25. A Segunda Vinda de Cristo
A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. (Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28).

26. Morte e Ressurreição
O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. (I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6:23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; João 5:24). 

27. O Milênio e o Fim do Pecado
O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal. 4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).

28. A Nova Terra
Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. (II Pedro 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15).

domingo, 13 de maio de 2012

Evidçências - Religião Hebraica e Cananita, 2012

Lição 07 - Evangelismo corporativo e testemunho


Lição 7 -- Evangelismo corporativo e testemunho, 2012

A GRANDE ESPERANÇA -UM MISSIONÁRIO MUITO ESPECIAL


Natanael Rinaldi: “‘A Grande Esperança’ ou mais uma heresia?”


INTRODUÇÃO
O pastor e apologista Natanael Rinaldi, um dos maiores combatentes do adventismo no Brasil, publicou em 25 de março de 2012, no site do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP), uma entrevista intitulada “‘A Grande Esperança’ ou mais uma heresia?”
Nela, o autor faz comentários negativos sobre o projeto evangelístico da Igreja Adventista em distribuir, gratuitamente, cerca de 160 milhões de cópias do livro A Grande Esperança em todo mundo. O material é uma edição condensada da obra atualmente intitulada O Grande Conflito, publicada pela primeira vez em 1888.
Um dos objetivos da igreja Adventista do Sétimo Dia com a distribuição massiva do livro, é mostrar às pessoas que a volta de Jesus é a única “bendita esperança” (Tt 2:13) para um mundo mergulhado no sofrimento e afogado pelas tragédias existenciais.
Porém, isso não mereceu destaque da parte de Rinaldi. Ao final das considerações sobre o adventismo e o livro A Grande Esperança, o responsável pelo artigo recomenda aos seus leitores:
“[...] Dispensemos o livro A Grande Esperança se alguém nos quiser presentear com ele”.
Por que ele desaconselhou a leitura desse livro, que é o resumo de uma importantíssima obra de Ellen White que influenciou positivamente a vida de muitas pessoas? Há várias razões para isso e não irei me deter em todas elas, por que posso cair no erro de julgar as pessoas sem conhecer suas reais intenções (Cf. Mt 7:1, 2).
Porém, uma razão fica evidente: desacreditar a obra de Ellen White e “vacinar” os cristãos contra o adventismo, considerado por ele uma “seita” herética que faz dos escritos de Ellen White uma “segunda Bíblia”.
Esta breve resposta analisará algumas afirmações do referido artigo assinado por Natanael Rinaldi, com base em fontes primárias, não consultadas ou não devidamente compreendidas por ele. Se o leitor quiser maiores informações sobre o projeto “A Grande Esperança”, e desejar fazer o download gratuito do livro para compartilhar com outros amigos, para que conheçam A Grande Esperança da Volta de Jesus, poderá acessar o site http://agrandeesperanca.com.br
Para que nosso amigo internauta tenha acesso ao mais poderoso argumento em favor do livro O Grande Conflito e do projeto “A Grande Esperança”, basta clicar aqui e assistir ao testemunho do querido irmão Marcos Alexandre Martins que, apesar de possuir uma síndrome rara e que lhe trouxe certas limitações, foi poderosamente usado por Deus para levar o evangelho à psicóloga dele, dando a ela de presente o livro O Grande Conflito.
Essa história já seria suficiente para desmerecer o artigo de Rinaldi e provar que o conselho dado por ele, para que as pessoas “dispensem” o livro A Grande Esperança, não vem de Deus. Porém, vamos apontar as distorções do referido autor, na esperança de que ele pelo menos reconheça o próprio erro em fazer mau uso de fontes primárias (no pouco que as usou), mesmo que não concorde com as doutrinas distintivas adventistas.
ELIMINANDO DISTORÇÕES
O documento publicado pelo CACP apresenta pelo menos cinco distorções que teriam sido evitadas, se o apologista estivesse realmente familiarizado com fontes primárias, aquelas reconhecidamente oficiais, publicadas por uma das editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
A primeira das discrepâncias foi a afirmação de que a obra A Grande Esperança “se trata de um livro no qual foram formuladas as doutrinas adventistas elaboradas como um credo, com o título ‘Nisto Cremos’”.
Bastaria uma simples leitura do livro supracitado para ver que o Nisto Cremos não se constitui num credo adventista, e sim num resumo das principais “crenças adventistas numa estrutura organizada”[1] Os editores da referida obra esclareceram:
“Não escrevemos este livro para que servisse como um credo – ou declaração de doutrinas montadas sobre concreto teológico. Os adventistas possuem apenas um credo: ‘A Bíblia, e a Bíblia somente’”.[2]
Além disso, desde os primórdios do movimento adventista, os pioneiros se opunham fortemente a qualquer estabelecimento de credo que pudesse atrapalhar as pessoas de expandir a mente para o estudo da Bíblia.
Se Rinaldi tivesse familiarizado com o livro Portadores de Luz: História da Igreja Adventista (Imprensa Universitária Adventista, 2009), dos historiadores Richard Schwarz e Floyd Greenleaf, págs. 92, 160, 161, 607 e 645, saberia que, desde o início do movimento adventista, nunca adotamos credos formais. Desse modo, teria evitado tamanha distorção em seu artigo.
Outro deslize pode ser percebido na afirmação de que as menções ao sábado, ao longo das páginas de A Grande Esperança, apontam “a guarda do sábado como meio de ganhar a vida eterna no entendimento da escritura Ellen Gould White”. Essa falsa alegação poderia ter sido evitada se o autor tivesse lido a citação da Sra. White no livro Atos dos Apóstolos, onde a autora adventista afirma:
“[...] Se nossa salvação dependesse de nossos próprios esforços não nos poderíamos salvar; mas ela depende de Alguém [Jesus Cristo] que está por trás de todas as promessas.”[3] (Grifo acrescentado).
Além do mais, se Rinaldi realmente conhecesse o livro O Grande Conflito, saberia que, para Ellen White e os adventistas, muitos observadores do domingo que foram sinceros, e viveram de acordo com a luz que receberam, estarão no céu:
“Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que creem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade”[4]
A terceira afirmação infundada é a de que os adventistas não observam o sábado como orienta a Bíblia. Ele baseia essa falsa alegação no texto de Êxodo 35:3, que orienta o povo de Israel e não acender fogo “em nenhuma de suas casas no dia de sábado” (NVI). Sendo que os adventistas aquecem a comida nesse dia, a conclusão “lógica” de Rinaldi é que eles não guardam o sábado como professam, pois, estariam, na visão dele, observando-o de modo contrário ao que os escritos de Moisés ensinam.
Por mais “lógica” que essa afirmação parecer, ela é tendenciosa e até mesmo absurda. O apologista poderia ter informado seus leitores que “Antigamente, acender fogo requeria esforço considerável”[5], de modo que cozinhar alimentos naquele contexto traria um esforço tremendo. As pessoas teriam, em alguns momentos, de caminhar distâncias consideráveis para conseguir lenha, e não tinham isqueiros ou palitos de fósforos que facilitassem um trabalho que, para elas, se tornava árduo e que atrapalhava o adorador em seu repouso no sétimo dia.
Em nosso contexto atual, diante dos fascinantes avanços tecnológicos, acender fogo é uma atividade extremamente simples, de modo que avaliar o comportamento adventista atual, tendo como base a época Israelita, carente de recursos tecnológicos, é, no mínimo, algo irresponsável da parte de Rinaldi.
Naquele contexto, em que os Israelitas moravam no deserto e eram alimentados milagrosamente com o chamado maná (veja Ex 16), eles não necessitavam de fogo a não ser para cozinhar, pois, aquecer alimentos naquele clima era desnecessário para a saúde.
Além disso, sendo que na sexta-feira Deus enviava o pão do céu (maná) em dobro (Ex 16:22-24), para que eles não tivessem o trabalho de recolhê-lo no sábado, não haveria necessidade de aquecer outro tipo de alimento por que eles já tinham o bastante para passarem o dia todo em espírito de adoração – e bem alimentados.
Mesmo sendo falhos, devemos fazer o nosso melhor
Os adventistas se esforçam para fazer a vontade de Deus com a ajuda da graça dEle (Fp 2:13) e, mesmo não sendo perfeitos, fazem o seu melhor para separar o sábado para se relacionarem por mais tempo com o Criador, passar mais tempo de qualidade com a família e para realizar atividades religiosas próprias para esse dia (Mt 12:12; Lc 4:16; At 16:13; Jo 5:17, 18)
O esforço dos adventistas em obedecer a Deus é tão óbvio que em sua literatura denominacional há material instrutivo para a dona de casa, por exemplo, aprender a desfrutar do sábado ao lado do Senhor Jesus, sem as atividades domésticas rotineiras (Cf. Ex 20:11) “disputem” o mesmo espaço com o Salvador.
Em seu livro Estaré lista para el Sábado: Guía del ama de casa para lograr que el viernes sea el día más aliviado de la semana, publicado em castelhano em 2009 pela Asociación Casa Editora Sudamericana (Argentina), Yara Cerna Young fornece dicas muito práticas para que as observadoras do sábado passem mais tempo com o Salvador, assim como Maria, irmã de Marta (Cf. Lc 10:38-42).
Rinaldi poderia ter evitado seu falso julgamento (Mt 7:1, 2) se soubesse da existência desse livro.
Curioso é que Natanael Rinaldi, que acusa aos adventistas de não guardarem o sábado, não citou pelo menos um livro de um observador do domingo protestante, que esteja preocupado com a maneira como o primeiro dia é observado em sua respectiva igreja.
Nisso, o catolicismo está à frente dos demais observadores do domingo, como se pode na carta apostólica de João Paulo II, intitulada “Dies Domini”, de 31 de maio de 1998. Para ler esta carta, clique aqui.
Mas, digamos que Rinaldi tenha razão em afirmar que os adventistas não observam o sábado segundo a Bíblia, como também alega o Pr. Paulo Sergio Batista, outro autor que propaga “mitos” sobre o adventismo. Será que isso desobrigaria tais apologistas de serem obedientes a Deus? Afinal, a obrigação moral de Natanael Rinaldi e de outros críticos é com o Criador e “Senhor do Sábado” (Is 58:13) ou com os adventistas?
Se os adventistas fossem negligentes com a observância do quarto mandamento, isso não justificaria a rejeição do preceito por parte dos apologistas. Afinal, “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).
A Bíblia diz que no dia santo o cristão deve adorar a Deus (Lv 23:3), deixando de lado todo trabalho secular (Ex 20:8-11), incluindo atividades comerciais de compra e venda (Nee 13:15-22). Sabendo disso, o leitor poderá ser tentado a pensar se Natanael Rinaldi observa com seriedade o domingo, seguindo essas diretrizes bíblicas.
É mais honesto consigo mesmo reconhecer que está transgredindo a Lei de Deus, ao invés de justificar-se no comportamento dos outros. Apenas quando somos sinceros em reconhecer o quanto somos pecadores, e que precisamos desesperadamente da graça de Cristo, é que Deus ganha licença para atuar em nosso coração (Cf. Ap 3:20), e tornar o nosso estilo de vida agradável a Ele em todos os aspectos.
A quarta discrepância é a afirmação de que “não há um só mandamento de guardar o sábado no Novo Testamento e nem Jesus ordenou a guarda do sábado”. Esse argumento Rinaldi pegou emprestado de Ricardo Pitrowsky, autor de o O Sabatismo à Luz da Palavra de Deus (publicado em 1925), que, por sua vez, plagiou Dudley Marvin Canright, primeiro grande crítico do adventismo e autor do rancoroso livro Seventh-day Adventism Renounced (Repúdio ao Adventismo do Sétimo Dia), publicado pela primeira vez em 1889.
Isso não é de admirar por que os apologistas brasileiros que combatem o adventismo plagiam uns aos outros e, consequentemente, propagam os “mitos” e fantasias a respeito do adventismo. Com ajuda de Deus estou conseguindo comprovar isso em minha dissertação de Mestrado, e espero concluí-la em breve.
Voltando à afirmação infundada de Rinaldi onde ele afirma que o mandamento do sábado não foi repetido no Novo Testamento, percebe-se que, mesmo sendo conhecedor da resposta de Arnaldo Benedicto Christianini a esse argumentado plagiado de Canright, o autor não informou aos seus leitores que Christianini, em seu livro Subtilezas do Erro, no capítulo intitulado “Desprezo ostensivo pelo quarto mandamento”, nas págs. 164 e 165 (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1965) provou que no Novo Testamento são mencionadas pelo menos 90 reuniões religiosas no dia se sábado, mesmo em territórios pagãos (At 16:13).  Isso prova definitivamente que o sábado não era observado por Paulo apenas por que ele era judeu, mas, por fazer parte do estilo de vida dele.
Na referida entrevista publicada pelo CACP, o articulista se utiliza de Colossenses 2:16 para alegar que essa e outras festividades “eram restritas aos judeus e não devem ser guardadas por nós Cristãos que vivemos dentro da nova aliança”.
Além de demonstrar desconhecimento da teologia bíblica da aliança, que, longe de tirar a Lei de Deus da experiência da vida cristã, coloca os mandamentos como parte do estilo de vida dos salvos (Hb 8:10), Rinaldi não considerou o mais recente estudo adventista sobre os “sábados” em Colossenses 2:16, realizado por Ron du Preez.
Se Rinaldi tivesse lido a obra Judging the Sabbath: Discovering What Can’t Be Found in Colossians 2:16, publicada pela Andrews University Press em 2008, saberia que uma análise sintática, exegética e linguística comprova que o termo grego sabbaton (“sábados”) em Colossenses 2:16 está vinculado ao texto de Oseias 2:11, que tratada de três tipos de festas cerimoniais dos hebreus.
Na igreja de Colossos, essas três festas religiosas estavam sendo observadas no contexto sincretista religioso e herético daqueles dias (Cf. Cl 2:18, 21-23), desconsiderando assim que Cristo era Aquele a quem tais festas apontavam (Cl 2:17). O Salvador estava deixando de ser o centro da experiência religiosa deles e era essa a grande preocupação do apóstolo Paulo. Rinaldi desconsiderou esse contexto.
As festas religiosas chamadas de “sábados” nesse texto são especificamente os três festas cerimoniais conhecidas como Trombetas, Expiação e anos Sabáticos. Preez não chegou a essa conclusão de maneira irresponsável, mas, elaborou um estudo sério, com base na sintaxe hebraica e grega, com o auxílio de eruditos da atualidade[6]  (mesmo sendo observadores do domingo) e de comentários bíblicos reconhecidos no âmbito acadêmico.
A quinta afirmação insustentável é fruto de uma leitura tendenciosa da crença fundamental número 18 dos adventistas do sétimo dia, sobre o dom de profecia na vida e obra de Ellen White. No artigo publicado pelo CACP há apenas parte da citação que se encontra na página 276 do livro Nisto Cremos, seguida de uma interpretação pessoal, sem que o leitor pudesse ter a oportunidade de ler todo o texto como consta no livro original. Natanael Rinaldi não permitiu que o leitor pensasse por si mesmo, e comprovasse se realmente o adventismo tem os escritos de Ellen White como uma “segunda Bíblia”.
Depois de afirmar que os escritos de Ellen White “são uma contínua e autorizada fonte de verdade [...]”, a crença fundamental adventista é clara em dizer que, todavia, os escritos de Ellen White “tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência”[7]
Ou seja: os adventistas creem que o dom profético dado a Ellen White é autorizado por que sua autoridade vem Espírito Santo (1Co 12:11; At 2:17, 18), não de Ellen White. Além disso, a crença fundamental 18 é clara ao mostrar que os escritos de Ellen White são testados pela Bíblia e nunca o contrário.
Se os apologistas fizessem o devido uso de fontes primárias, veriam que os adventistas consideram Ellen White uma profetisa não canônica, assim como Natã e Gade (1Cr 29:29) e que, mesmo tendo autoridade profética (por receber tal dom do Espírito), ela é subordinada à Bíblia. Seus escritos, longe de acrescentar doutrinas à Palavra de Deus, têm uma função bem diferente: levar as pessoas de volta às verdades das Escrituras.
Uma simples leitura de Primeiros Escritos, p. 78, e dos capítulos 13 e 14 do Conselhos Para a Igreja, seriam suficientes para o apologista evitar mais essa distorção, que não condiz com aquilo que os adventistas realmente acreditam.
Se o articulista tivesse feito uma leitura responsável do livro A Grande Esperança, teria visto nas páginas 64 e 65, por exemplo, no capítulo “Nossa única segurança”, que Ellen White apresenta a Bíblia como autoridade suprema, e não os próprios escritos:
“Somos encaminhados à Bíblia como a proteção contra o poder ilusório do mal [...] Ninguém, a não ser aqueles que se fortaleceram com as verdades da Bíblia, poderá resistir no último grande conflito [...] Mas Deus terá um povo que mantém a Bíblia, e a Bíblia somente, como padrão de todas as doutrinas e base de todas as mudanças [...]” (Grifos acrescentados).
PALAVRAS FINAIS
Ninguém é obrigado a concordar com todas as crenças adventistas. Entretanto, o mínimo que um pesquisador deveria fazer é ir a fontes primárias e, na permanência de dúvidas, entrevistar a liderança da igreja adventista para comprovar, de fato, se eles realmente pregam heresias que contradigam as crenças ortodoxas do cristianismo.
Pelo menos nisso, Natanael Rinaldi e os demais apologistas brasileiras poderiam imitar o exemplo do apologista Walter Martin, fundador do Instituto Cristão de Pesquisas nos EUA. Depois de entrevistar a liderança da igreja adventista, ele concluiu que, apesar de o adventismo possuir crenças distintivas (com as quais ele não concordava), “é perfeitamente possível de ser um Adventista do Sétimo Dia e ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo [...]”[8]
Se ao invés de não recomendar a leitura do livro A Grande Esperança Rinaldi tivesse pelo menos o lido atentamente, teria tido mais uma fonte primária em seu auxílio. Consequentemente, não teria publicado cinco discrepâncias tão evidentes, que comprometem seriamente a própria credibilidade dele como apologista diante do público evangélico e dos membros da igreja a qual pertence.




[1] Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Nisto Cremos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), p. 5.
[2] ________, Nisto Cremos…, p. 9.
[3] Ellen G. White, Atos dos Apóstolos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007), p. 553.
[4] _____, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009), p. 449.
[5] Francis Nichol, ed. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), vol. 1, p. 732.
[6] Samuele Bacchiocchi, teólogo adventista, possui uma opinião diferente sobre o significado da palavra “sábados” em Colossenses 2:16. Ele acredita que os “sábados” ali mencionados são os semanais. Porém, ele não desmerece o quarto mandamento ao dizer que os sábados semanais estão sendo condenados por Paulo no contexto sincretista de Colossos. Ele argumenta que Paulo era contra uma observância errada do mandamento, e que a guarda ou não do preceito não estava em discussão. Deve-se destacar também que Bacchiocchi não realizou um estudo linguístico, sintático e exegético do texto como o fez Ron du Preez, que elaborou o que se constitui na análise mais atualizada de Colossenses 2:16 no meio acadêmico adventista até o momento.
[7] Nisto Cremos…, p. 276.
[8] Walter Ralston Martin, The Kingdom of the Cults (Mineápolis, Minessota: Bethany House Publishers, 2003), p. 535.
             
    FONTE ; http://novotempo.com/;

sábado, 12 de maio de 2012

Minha Mãe



O AMOR DE MINHA MÃE
O amor de minha mãe foi o primeiro que me agasalhou e sofreu por mim. Do princípio ao fim, ela me amou, fosse eu ou não amável. Seu amor não mudou nunca, nunca se fatigou, mas resistiu a tudo. Esse amor acode-me à lembrança neste Dia das Mães.
A VOZ DE MINHA MÃE
A voz de minha mãe foi a primeira mensagem de amor que me soou aos ouvidos.Seu sorriso, meu primeiro vislumbre da beleza. Não compreendi aquelas primeiras palavras acariciadoras, mas entendi-lhes as amorosas inflexões, e me alegrei. Outras vozes me têm lisonjeado ou desmerecido, sem amor; mas, repreendesse-me essa voz ou me animasse, fazia-o sempre com amor. Não deixarei, pois, de erguer a minha voz para louvá-la, para louvar igualmente toda verdadeira mãe.
AS MÃOS DE MINHA MÃE
As mãos de minha mãe trabalharam para mim muito antes que eu pudesse prover as minhas necessidades. Através de todos os anos de escassez, àquelas dedicadas mãos lidaram de manhã à noite, por amor de mim. Elas se acham agora enrugadas e  nodosas - algumas das marcas de amor que ela traz por amor de mim. Nunca se poupou quando dela necessitei durante os impotentes anos da infância ou da adolescência, e não me privarei agora do privilégio de a servir.
AS LÁGRIMAS DE MINHA MÃE
As lágrimas de minha mãe lhe umedeciam o travesseiro quando eu nem sequer o suspeitava. Minhas maneiras e palavras egoístas, desatentas, descuidosas, destituídas de amor, trouxeram-lhe muitas vezes mágoas e dores. Quando cresci e me tornei capaz, ela chorava e velava em oração para que meus pés não resvalassem pelo abismo da loucura. Seja-me permitido louvar ainda uma vez ao Senhor hoje, por me haverem acompanhado as orações de minha mãe.
A VIDA DE MINHA MÃE
A vida de minha mãe foi minha primeira Bíblia. Sua vida foi o exemplo de seus ensinos. Coisa alguma poderei fazer, para pagar plenamente o débito que tenho para com minha mãe por sua piedosa influência, a não ser trilhar eu próprio o caminho por ela indicado, e encontrá-la à porta do Céu, quando os santos ali penetrarem em marcha triunfal.
Ernest LLoyd . Publicado na Revista Adventista, edição de Maio de 1968, pág. 2.

Completa regra de viver


Completa regra de viver

E abriu-se no Céu o templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo. Apocalipse 11:19.
Nosso Redentor testifica: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.” Apocalipse 3:8. Mediante esta porta aberta para o templo de Deus, vemos a lei real, depositada dentro da arca do concerto. Por essa porta aberta, a luz resplandece daquela lei santa, justa e boa, apresentando ao homem a verdadeira norma da justiça, para que ele não cometa nenhum erro na formação de um caráter que satisfaça as reivindicações de Deus. O pecado é condenado por essa lei; precisamos afastá-lo. O orgulho e o egoísmo não podem encontrar lugar no caráter sem expulsar Aquele que era manso e humilde de coração.
A lei de Deus é a norma pela qual o caráter tem de ser provado; se erguermos uma norma que se adapte a nós mesmos, e tentarmos seguir um critério criado por nós mesmos, havemos de falhar completamente em obter por fim o Céu.
O espírito precisa render obediência à lei real da liberdade, a lei que o Espírito de Deus grava no coração, e torna clara ao entendimento. A expulsão do pecado deve ser um ato da própria alma, chamando ao exercício suas mais nobres faculdades. A única liberdade que uma vontade finita pode fruir, consiste em pôr-se em harmonia com a vontade de Deus, cumprindo as condições que tornam o homem participante da natureza divina.
A lei de Deus dada do Sinai é um transcrito da mente e da vontade do Infinito Deus. Ela é santamente reverenciada pelos anjos santos. A obediência a seus preceitos aperfeiçoará o caráter cristão, e restaurará o homem, por Cristo, a sua condição de antes da queda. Os pecados proibidos na lei nunca poderiam encontrar lugar no Céu.
Foi o amor de Deus pelo homem que O levou a exprimir Sua vontade nos dez preceitos do Decálogo. … Deus deu ao homem uma completa regra de vida em Sua lei. Obedecida, ele viverá por ela, pelo méritos de Cristo. Transgredida, tem poder para condenar. A lei dirige os homens a Cristo, e Cristo os encaminha de volta à lei.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 133.