segunda-feira, 8 de julho de 2013
EUA espionaram milhões de e-mails e ligações no Brasil
EUA espionaram milhões de e-mails e ligações no Brasil
Na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvo de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês). Não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados. É o que demonstram documentos aos quais O Globo teve acesso. Eles foram coletados por Edward Joseph Snowden (foto ao lado), técnico em redes de computação que nos últimos quatro anos trabalhou em programas da NSA entre cerca de 54 mil funcionários de empresas privadas subcontratadas - como a Booz Allen Hamilton e a Dell Corporation. No mês passado, esse americano da Carolina do Norte decidiu delatar as operações de vigilância de comunicações realizadas pela NSA dentro e fora dos Estados Unidos. Snowden se tornou responsável por um dos maiores vazamentos de segredos da História americana, que abalou a credibilidade do governo Barack Obama.
Os documentos da NSA são eloquentes. O Brasil, com extensas redes públicas e privadas digitalizadas, operadas por grandes companhias de telecomunicações e de internet, aparece destacado em mapas da agência americana como alvo prioritário no tráfego de telefonia e dados (origem e destino), ao lado de nações como China, Rússia, Irã e Paquistão. É incerto o número de pessoas e empresas espionadas no Brasil. Mas há evidências de que o volume de dados capturados pelo sistema de filtragem nas redes locais de telefonia e internet é constante e em grande escala.
Criada há 61 anos, na Guerra Fria, a NSA tem como tarefa espionar comunicações de outros países, decifrando códigos governamentais. Dedica-se, também, a desenvolver sistemas de criptografia para o governo. A agência passou por transformações na era George W. Bush, sobretudo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington, em setembro de 2001. Tornou-se líder em tecnologia de Inteligência aplicada em radares e satélites para coleta de dados em sistemas de telecomunicações, na internet pública e em redes digitais privadas.
O governo Obama optou por reforçá-la. Multiplicou-lhe o orçamento, que é secreto como os de outras 14 agências americanas de espionagem. Juntas, elas gastaram US$ 75 bilhões no ano passado, estima a Federação dos Cientistas Americanos, organização não governamental especializada em assuntos de segurança.
A NSA tem 35,2 mil funcionários, segundo documentos. Eles informam também que a agência mantém “parcerias estratégicas” para “apoiar missões” com mais de 80 das “maiores corporações globais” (nos setores de telecomunicações, provedores de internet, infraestrutura de redes, equipamentos, sistemas operacionais e aplicativos, entre outros).
Para facilitar sua ação global, a agência mantém parcerias com as maiores empresas de internet americanas. No último 6 de junho, o jornal The Guardian informou que o software Prism permite à NSA acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube (confira aqui). [...]
A interferência é sempre imperceptível: “Servimos em silêncio” - explica a inscrição numa placa de mármore exposta na sede da NSA em Washington.
Espionagem nesse nível, e em escala global, era apenas uma suspeita até o mês passado, quando começaram a ser divulgados os milhares de documentos internos da agência coletados por Snowden dentro da NSA. Desde então, convive-se com a reafirmação de algumas certezas. Uma delas é a do fim da era da privacidade, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Principalmente em países como o Brasil, onde o “grampo” já foi até política de Estado, na ditadura militar.
(O Globo)
domingo, 7 de julho de 2013
Bíblia em que Albert Einstein escreveu dedicatória é vendida por R$ 150 mil; Físico disse que o livro é “fonte de sabedoria”
Publicado por Tiago Chagas em 4 de julho de 2013
Tags: albert einstein, Bíblia Sagrada, Consolo, Leilão, sabedoria, teoria da relatividade
Tags: albert einstein, Bíblia Sagrada, Consolo, Leilão, sabedoria, teoria da relatividade
A casa de leilões Bonham’s, em Nova York, Estados Unidos, vendeu recentemente um exemplar da Bíblia Sagrada com uma dedicatória escrita por Albert Einstein, pelo valor de R$ 150 mil.
O comprador do exemplar preferiu não revelar seu nome, mas a casa de leilões divulgou a imagem com a dedicatória escrita por Einstein.
“[A Bíblia] é uma grande fonte de sabedoria e consolo que deve ser lida frequentemente”, escreveu o físico alemão, de acordo com informações do jornal New York Times.
O exemplar da Bíblia havia sido comprado por Einstein e sua esposa para presentear uma amiga do casal, Harriett Hamilton, em fevereiro de 1932.
Tido como gênio, Albert Einstein era de família judaica não praticante, e se radicou nos Estados Unidos pouco antes de Adolf Hitler subir ao poder na Alemanha. Ele formulou a teoria da relatividade e venceu o prêmio Nobel de física. Faleceu aos 76 anos de idade, em abril de 1955 devido a uma hemorragia interna causada pela ruptura de um aneurisma da aorta abdominal.
Veja a dedicatória:

Por Tiago Chagas, para o Gospel+
sábado, 6 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Igreja Adventista irá inaugurar templo só para haitianos em Rondônia

Adventistas haitianos em Porto Velho
Dois fiéis que assistiam ao culto da Assembleia de Deus num domingo de junho carregavam o livro Nada a Perder, de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Eles haviam ganhado a obra na semana anterior ao participar, com centenas de haitianos, de um culto da Universal em Porto Velho. Só naquele dia, a igreja de Edir Macedo converteu seis haitianos.
Nem todos, porém, pretendem voltar. Um dos primeiros haitianos a se mudar para Rondônia, o tradutor Jean Onal, de 38 anos, diz que aceitou o convite para o culto da Universal por curiosidade, mas que o tom da cerimônia o desagradou. “Tinha mais de cinco pessoas possuídas, achei muito exagerado.”
Onal, que diz ser adventista, afirma que as igrejas em Porto Velho têm duas estratégias para atrair os imigrantes: enviam-lhes convites impressos ou pedem a haitianos que já as frequentam que levem conhecidos aos cultos.
Para Onal, a religiosidade de seus compatriotas reflete as condições sociais adversas que enfrentam. “O Haiti tem muita pobreza, muito desemprego, então as pessoas têm bastante tempo para orar a Deus.”
E quando emigram, diz, algumas práticas pregadas por religiões evangélicas – como a proibição ao consumo de álcool – facilitam que encontrem emprego e se adaptem ao novo país, segundo ele.
“Um país que não é pobre sempre tem uma festa no fim de semana para as pessoas gastarem dinheiro. Os haitianos, não: eles se preocupam mais com trabalho e com a igreja, é difícil encontrar alguém com cigarro na mão ou bebendo.”
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Porto Velho, que conta com cerca de 30 fiéis haitianos, a relação entre religião e prosperidade é ainda mais direta. A igreja dá aos haitianos recém-chegados cestas básicas, paga seus aluguéis e os encaminha para entrevistas de emprego com empresários fiéis da igreja.
“Todos os haitianos conosco estão trabalhando, têm celular, bicicleta. O nível financeiro deles têm aumentado”, diz o pastor Paulo Praxedes. “O objetivo deles não é serem sustentados ou mantidos por outros, é serem sustentados pelo próprio trabalho deles”.
Até agosto, a igreja também deve inaugurar uma unidade só para os haitianos. Por ora, o grupo frequenta os cultos regulares da igreja junto ao dos fiéis brasileiros e, numa sala aos fundos, celebra uma cerimônia em creole. A igreja também pretende formar, em breve, um pastor haitiano.
VEJA O VÍDEO DA BBC
FONTE ;http://adventismoemfoco.wordpress.com/2013/07/04/rapido-e-inteligente-igreja-adventista-ira-inaugurar-templo-so-para-haitianos-em-rondonia/
quinta-feira, 4 de julho de 2013
As novelas incentivam a traição?
Quando era apenas um bebê, Carolina Ferreira viveu o seu primeiro grande trauma: a separação de seus pais, após uma traição. “Esse assunto marcou profundamente a minha vida. Minha personalidade foi, em grande parte, influenciada pela experiência vivida por minha mãe. O meu pai a traiu com a melhor amiga dela”, desabafa Carolina. Por essa razão, ela não costuma assistir a novelas e discorda da forma que o adultério é representado nas tramas. “Com essa representação tão superficial e banal do adultério na TV, a lealdade – em qualquer tipo de relação – tem ficado cada vez mais rara.” As novelas da TV Globo que estão em exibição atualmente têm estórias de adultério. Em “Flor do Caribe”, Ester (Grazi Massafera) trai o marido Alberto (Igor Rickli), após descobrir que este forjou o desaparecimento do noivo dela, Cassiano (Henri Castelli). Em “Sangue Bom”, os protagonistas dos casos de adultério são personagens de caráter duvidoso, como Bárbara Ellen (Giulia Gam) e Natan (Bruno Garcia). Já em “Amor à Vida”, a personagem de Vanessa Giácomo, Aline, faz de tudo para seduzir o rico Dr. César (Antônio Fagundes).
Para o professor e psicólogo Claudio Paixão, as representações que se repetem nas telenovelas são simplificadas. “Como na maioria das narrativas feitas para as grandes massas, as representações do adultério ‘teledramático’ são bastante esquemáticas. Muitas vezes, a imagem do adultério oscila entre a justificação da traição pela conduta ‘errada’ (irritante, obsessiva, ciumenta, negativa, etc.) da ‘parte traída’, ou, de outro modo, pela vilania ou ‘mau caratismo’ da parte ‘traidora’.”
Entre pesquisadores e interessados em novelas, a discussão é comum e há quem defenda que o adultério não deve aparecer nos folhetins, mesmo sendo um fenômeno real e recorrente na sociedade. “Esse é um fato comprovado por inúmeras pesquisas dentro e fora do país. Homens traem, mulheres traem. E o fazem por motivos diversos que vão dos impulsos biológicos mais atávicos (que muitas vezes fogem das convenções sociais) até a percepção não assumida de que o relacionamento se tornou estreito para um ou dois dos parceiros e que a traição é, muitas vezes, a busca por um novo espaço, por oxigênio, em uma relação sufocada que os parceiros insistem em sustentar, mas pouco se dispõem a mudar”, confirma o psicólogo.
Nota: O mais surpreendente é ver pessoas que, muito embora discordem teoricamente dos (anti)valores apresentados nas novelas, perdem tempo diariamente assistindo a esse tipo de produção. Esquecem-se do que disse Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade.” Que verdade você quer para viver?[MB]
quarta-feira, 3 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
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