sexta-feira, 29 de junho de 2012
Uma visão acerca da recompensa dos fiéis
Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse: “Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.” Com isso olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado em lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Havia uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o “clamor da meia-noite”. Essa luz brilhava em toda extensão do caminho, e proporcionava claridade para seus pés, para que assim não tropeçassem. Se conservassem o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estariam seguros. Mas logo alguns ficaram cansados, e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava, levantando Seu glorioso braço direito, e de Seu braço saía uma luz que incidia sobre o povo do advento, e todos clamavam: “Aleluia!” Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. Então, a luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de cento e quarenta e quatro mil, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram que era um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, o Espírito Santo nos envolveu, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai.
Os cento e quarenta e quatro mil estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus. Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás [aqueles que haviam escolhido seguir a Satanás] reconheceu que Deus nos havia amado, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; e eles adoraram a nossos pés.
Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha escura aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do homem. Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e se tornava mais e mais clara e brilhante, até converter-se numa grande nuvem branca. A parte inferior tinha aparência de fogo: o arco-íris estava sobre a nuvem, enquanto em redor dela se achavam dez milhares de anjos, entoando um cântico agradabilíssimo; e sobre ela estava sentado o Filho do homem. Os cabelos, brancos e anelados, caíam-Lhe sobre os ombros; e sobre a cabeça tinha muitas coroas. Os pés tinham a aparência de fogo; em Sua destra trazia uma foice aguda e na mão esquerda, uma trombeta de prata. Seus olhos eram como chamas de fogo, que profundamente penetravam Seus filhos. Todos os rostos empalideceram; e o daqueles a quem Deus havia rejeitado se tornaram negros. Todos nós exclamamos então: “Quem poderá estar em pé? Estão as minhas vestes sem mancha?” Então os anjos cessaram de cantar, e houve algum tempo de terrível silêncio, quando Jesus falou: “Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta.” Com isso nos iluminou o rosto e encheu de alegria o coração. E os anjos tocaram mais fortemente e tornaram a cantar, enquanto a nuvem mais se aproximava da Terra.
Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem, envolto em labaredas de fogo. Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: “Despertai! despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!” Houve um forte terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de imortalidade. Os cento e quarenta e quatro mil clamaram “Aleluia!”, quando reconheceram os amigos que deles tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante fomos transformados e arrebatados juntamente com eles para encontrar o Senhor nos ares.
Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro, onde Jesus trouxe as coroas, e com Suas próprias mãos as colocou sobre nossa cabeça. Deu-nos harpas de ouro e palmas de vitória. Ali, sobre o mar de vidro, os cento e quarenta e quatro mil ficaram em quadrado perfeito. Alguns deles tinham coroas muito brilhantes; outros, não tanto. Algumas coroas pareciam repletas de estrelas, ao passo que outras tinham poucas. Todos estavam perfeitamente satisfeitos com sua coroa. E todos estavam vestidos com um glorioso manto branco, dos ombros aos pés. Havia anjos de todos os lados em redor de nós quando caminhávamos sobre o mar de vidro em direção à porta da cidade. Jesus levantou o potente e glorioso braço, segurou o portal de pérolas, fê-lo girar sobre seus luzentes gonzos, e nos disse: “Lavastes vossas vestes em Meu sangue, permanecestes firmes pela Minha verdade: entrai.” Todos entramos e sentíamos ter direito à cidade.
Ali vimos a árvore da vida e o trono de Deus. Do trono provinha um rio puro de água, e de cada lado do rio estava a árvore da vida. De um lado do rio havia um tronco da árvore, e do outro lado outro, ambos de ouro puro e transparente. A princípio pensei que via duas árvores. Olhei outra vez e vi que elas se uniam em cima numa só árvore. Assim, estava a árvore da vida em ambos os lados do rio da vida. Seus ramos curvavam-se até o lugar em que nos achávamos, e seu fruto era esplêndido; tinha o aspecto de ouro misturado com prata.
Todos nós fomos debaixo da árvore, e sentamo-nos para contemplar o encanto daquele lugar, quando os irmãos Fitch e Stockman, que tinham pregado o evangelho do reino, e a quem Deus depusera na sepultura para os salvar, se achegaram a nós e nos perguntaram o que acontecera enquanto eles haviam dormido. Tentamos lembrar nossas maiores provações, mas pareciam tão pequenas em comparação com o peso eterno de glória mui excelente que nos rodeava, que nada pudemos dizer-lhes, e todos exclamamos — “Aleluia! é muito fácil alcançar o Céu!” — e tocamos nossas gloriosas harpas e fizemos com que as arcadas do Céu reboassem.
Com Jesus à nossa frente, descemos todos da cidade para a Terra, sobre uma grande e íngreme montanha que, incapaz de suportar a Jesus sobre si, partiu-se em duas, formando uma grande planície. Olhamos então para cima e vimos a grande cidade, com doze fundamentos, e doze portas, três de cada lado, e um anjo em cada porta. Todos exclamamos: “A cidade, a grande cidade, vem, vem de Deus descendo do Céu”; e ela veio e se pôs no lugar em que nos achávamos. Pusemos então a observar as coisas gloriosas fora da cidade. Vi ali casas belíssimas, que tinham a aparência de prata, apoiadas por quatro colunas marchetadas de pérolas preciosas, muito agradáveis à vista. Destinavam-se à habitação dos santos. Em cada uma havia uma prateleira de ouro. Vi muitos dos santos entrarem nas casas, tirarem sua coroa resplandecente, e pô-la na prateleira, saindo então para o campo ao lado das casas, para lidar com a terra; não como temos de fazer com a terra aqui, não, absolutamente. Uma gloriosa luz lhes resplandecia em redor da cabeça, e estavam continuamente louvando a Deus.
Vi outro campo repleto de todas as espécies de flores; e quando as apanhei, exclamei: “Elas nunca murcharão.” Em seguida vi um campo de relva alta, cujo belíssimo aspecto causava admiração; era uma vegetação viva, e tinha reflexos de prata e ouro quando magnificamente se agitava para glória do Rei Jesus. Entramos, então, num campo cheio de todas as espécies de animais: o leão, o cordeiro, o leopardo, o lobo, todos juntos em perfeita união. Passamos pelo meio deles, e pacificamente nos acompanharam. Dali, entramos num bosque, não como os escuros bosques que aqui temos, não, absolutamente, mas claro e por toda parte glorioso; os ramos das árvores agitavam-se de um para outro lado, e todos exclamamos: “Moraremos com segurança na solidão, e dormiremos nos bosques.” Atravessamos os bosques, pois estávamos a caminho do Monte Sião.
No trajeto encontramos uma multidão que também contemplava as belezas do lugar. Notei a cor vermelha na borda de suas vestes, o brilho das coroas e a alvura puríssima dos vestidos. Quando os saudamos, perguntei a Jesus quem eram eles. Disse que eram mártires que por Ele haviam sido mortos. Com eles estava uma inumerável multidão de crianças que tinham também uma orla vermelha em suas vestes. O Monte Sião estava exatamente diante de nós, e sobre o monte um belo templo, em cujo redor havia sete outras montanhas, sobre as quais cresciam rosas e lírios. E vi as crianças subirem, ou, se o preferiam, fazer uso de suas pequenas asas e voar ao alto das montanhas e apanhar flores que nunca murcharão. Para embelezar o lugar, havia em redor do templo todas as espécies de árvores; o buxo, o pinheiro, o cipreste, a oliveira, a murta, a romãzeira e a figueira, curvada ao peso de seus figos maduros, embelezavam aquele local. E quando estávamos para entrar no santo templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: “Somente os cento e quarenta e quatro mil entram neste lugar”, e nós exclamamos: “Aleluia”!
Esse templo era apoiado por sete colunas, todas de ouro transparente, engastadas de pérolas belíssimas. As maravilhosas coisas que ali vi, não as posso descrever. Oh! se me fosse dado falar a língua de Canaã, poderia então contar um pouco das glórias do mundo melhor. Vi lá mesas de pedra, em que estavam gravados com letras de ouro os nomes dos cento e quarenta e quatro mil. Depois de contemplar a beleza do templo, saímos, e Jesus nos deixou e foi à cidade. Logo Lhe ouvimos de novo a delicada voz, dizendo: “Vinde, povo Meu: viestes da grande tribulação, e fizestes Minha vontade; sofrestes por Mim; vinde à ceia, pois Eu Me cingirei e vos servirei.” Nós exclamamos: “Aleluia! Glória”! e entramos na cidade. E vi uma mesa de pura prata; tinha muitos quilômetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam alcançá-la toda. Vi o fruto da árvore da vida, o maná, amêndoas, figos, romãs, uvas e muitas outras espécies de frutas. Pedi a Jesus que me deixasse comer do fruto. Disse Ele: “Agora não. Os que comem do fruto deste lugar, não mais voltam à Terra. Mas, dentro em pouco, se fores fiel, não somente comerás do fruto da árvore da vida mas beberás também da água da fonte.” E disse: “Deves novamente voltar à Terra, e relatar a outros o que te revelei.” Então um anjo me trouxe mansamente a este mundo escuro. Algumas vezes penso que não mais posso permanecer aqui; todas as coisas da Terra parecem demasiado áridas. Sinto-me muito solitária aqui, pois vi uma Terra melhor. Oh! tivesse eu asas como a pomba, e voaria e estaria em descanso! — Primeiros Escritos, 14-20.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 1.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Obra de preparo

Tendo por certo isto mesmo: que Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo. Filipenses 1:6.
Há uma urgente obra de preparo a ser feita pelos adventistas do sétimo dia, se é que querem ficar firmes através das difíceis experiências que estão justamente diante deles. Para permanecer fiéis a Deus na confusão e tentações dos últimos dias, terão de buscar ao Senhor com humildade de coração, pedindo sabedoria para resistir aos enganos do inimigo. Neste tempo todo aquele que crê na verdade presente deve estar identificado como cooperador de Deus.
Sempre devemos ter em mente o solene pensamento da breve volta do Senhor, e, em vista disso, reconhecer a obra individual que deve ser feita. Mediante o auxílio do Espírito Santo devemos resistir às naturais inclinações e tendências ao mal, e extirpar de nossa vida todo elemento não cristão. Assim prepararemos o coração para o recebimento da bênção divina, que nos comunicará graça, pondo-nos em harmonia com a fé possuída por Jesus. Para esta obra de preparo têm sido concedidas a este povo grandes vantagens, em matéria de luz proporcionada, em mensagens de advertência e instrução, enviadas pela atuação do Espírito de Deus.
Por causa do crescente poder das tentações de Satanás, os tempos em que vivemos estão crivados de perigos para os filhos de Deus, e precisamos constantemente aprender do grande Mestre, a fim de podermos dar cada passo com segurança e justiça. Cenas maravilhosas se nos deparam, e neste tempo deve ser dado um vivo testemunho na vida do professo povo de Deus, de modo que o mundo veja que nesta época, quando reina por todo lado o mal, existe ainda um povo que põe de lado sua própria vontade e busca fazer a vontade de Deus — povo em cujo coração e vida se acha escrita a lei de Deus. Há a nossa frente fortes tentações, provas cruéis. O povo de Deus, observador dos mandamentos, deve preparar-se para este tempo de prova, obtendo uma experiência mais profunda nas coisas divinas e um conhecimento prático da justiça de Cristo. … Não só aos descrentes, mas também aos membros da igreja, são dirigidas as palavras: “Buscai ao Senhor enquanto Se pode achar, invocai-O enquanto está perto.” Isaías 55:6.
Testifique vossa vida diária da fé que professais.
Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 179.
O tempo do fim

Vivemos no tempo do fim. Os sinais dos tempos, que se cumprem rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos já estão caindo sobre os que desprezam a graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância.
As forças do mal estão se arregimentando e se consolidando. Elas estão se robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos.
As condições do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos. Os jornais estão repletos de indícios de um terrível conflito em futuro próximo. Roubos ousados são ocorrência freqüente. As greves são comuns. Cometem-se por toda parte furtos e assassinatos. Homens possuídos de demônios tiram a vida de homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios, e estão generalizados todos os tipos de males. O inimigo tem conseguido perverter a justiça e encher do desejo de ganho egoísta o coração das pessoas. “A justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar”. Isaías 59:14. Nas cidades grandes há multidões vivendo em pobreza e miséria, quase privadas de alimento, abrigo e vestuário; ao passo que nas mesmas cidades há os que têm mais do que o coração poderia desejar, que vivem no luxo, gastando o dinheiro com casas ricamente mobiliadas, com adornos pessoais, ou pior ainda, com a satisfação das paixões carnais, com bebidas alcoólicas, fumo e outros artigos que destroem as faculdades do cérebro, desequilibram a mente e degradam a vida. Sobem para Deus os clamores da humanidade que perece de fome, ao mesmo tempo em que, por toda sorte de opressões e extorsões, os homens acumulam fortunas colossais.
Uma ocasião, achando-me eu na cidade de Nova York, fui convidada, à noite, para contemplar os edifícios que se erguiam, andar sobre andar, para o céu. Garantia-se que esses edifícios seriam à prova de fogo, e haviam sido construídos para glorificar seus proprietários e construtores. Erguiam-se eles cada vez mais alto, e neles era empregado o mais precioso material. Aqueles a quem essas construções pertenciam não perguntavam a si mesmos: “Como melhor poderemos glorificar a Deus?” O Senhor não fazia parte de suas cogitações. [...]
Enquanto se erguiam esses edifícios, os proprietários se regozijavam com ambicioso orgulho de que tivessem dinheiro para empregar na satisfação do próprio eu e provocar a inveja de seus vizinhos. Grande parte do dinheiro que assim empregavam havia sido alcançado por extorsões, oprimindo os pobres. Esqueciam-se de que no Céu se conserva registro de todas as transações comerciais; todo trato injusto, cada ato fraudulento, acha-se ali registrado. [...]
A cena que em seguida passou perante mim foi um alarme de incêndio. Os homens olhavam aos altos edifícios, supostamente à prova de fogo, e diziam: “Estão perfeitamente seguros.” Mas esses edifícios foram consumidos como se fossem feitos de piche. Os aparelhos contra incêndios nada podiam fazer para deter a destruição. Os bombeiros não podiam fazer funcionar as máquinas.
Fui instruída de que quando vier o tempo do Senhor, se não houver sido realizada mudança no coração dos soberbos, ambiciosos seres humanos, descobrirão os homens que a mão que fora forte para salvar, será igualmente forte para destruir. Nenhuma força terrestre poderá deter a mão de Deus. Não há como, na construção de edifícios, usar material que os preserve da destruição quando vier o tempo determinado por Deus para fazer cair sobre os homens as retribuições do desrespeito à Sua lei e também da ambição egoísta.
Não há muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas que servem de base para o presente estado da sociedade. Os que têm nas mãos as rédeas do governo não têm condições de resolver o problema da corrupção moral, da pobreza, da miséria e do crime crescente. Estão lutando em vão para colocar as operações comerciais sobre base mais segura. Se os homens dessem mais atenção aos ensinamentos da Palavra de Deus, achariam uma solução para os problemas que os desconcertam.
As Escrituras descrevem a condição do mundo exatamente antes da segunda vinda de Cristo. Dos homens que por meio de roubos e extorsões estão acumulando grandes riquezas, está escrito: “Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a Terra, e vos deleitasses; cevastes os vossos corações, como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu”. Tiago 5:3-6.
Quem, no entanto, lê as advertências feitas pelos sinais dos tempos, as quais estão se cumprindo rapidamente? Que impressão é causada sobre os mundanos? Que mudança se vê em sua atitude? Nada mais do que foi visto na atitude dos habitantes do mundo contemporâneo de Noé. Absortos com negócios e prazeres profanos, os antediluvianos “não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”. Mateus 24:39. Tinham advertências, enviadas do Céu, mas recusaram-se a lhes dar atenção. E hoje o mundo, em completo desrespeito à voz de Deus, apressa-se para a ruína eterna.
O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias.
“Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. [...] Porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra; e os que habitam nela serão desolados. [...] Cessou o folguedo dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa”. Isaías 24:1-8.
“Ah! Aquele dia! Porque o dia do Senhor está perto e virá como uma assolação do Todo-poderoso”. Joel 1:15. [...]
“Observei a Terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas”. Jeremias 4:23-26.
“Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! e é tempo de angústia para Jacó; ele porém será livrado dela”. Jeremias 30:7.
Nem todos neste mundo tomaram o partido dos inimigos de Deus. Nem todos se tornaram desleais. Uns poucos existem que são fiéis a Deus; pois escreve João: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. Apocalipse 14:12. Logo será travada a violenta luta entre os que servem a Deus e os que O não servem. Logo tudo que pode ser abalado o será, para que permaneçam as coisas que não podem ser abaladas.
Satanás é diligente estudante da Bíblia. Sabe que seu tempo é curto e procura em todos os pontos opor-se à obra do Senhor na Terra. É impossível dar uma idéia da experiência do povo de Deus que há de viver na Terra quando se misturarem a glória celestial e a repetição das perseguições do passado. Eles andarão à luz que procede do trono de Deus. Por meio dos anjos haverá constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, rodeado de anjos maus, e declarando-se Deus, operará milagres de todas as espécies, para enganar, se possível, os próprios eleitos. O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres; pois Satanás imitará os milagres que forem operados. O provado e experimentado povo de Deus, encontrará seu poder no sinal de que fala. Êxodo 31:12-18. Hão de postar-se do lado da palavra viva: “Está escrito”. Mateus 4:4. Essa é a única base sobre que poderão estar seguros. Os que quebraram o seu concerto com Deus estarão naquele dia sem Deus e sem esperança.
Os adoradores de Deus serão distinguidos especialmente pelo seu respeito ao quarto mandamento, visto ser esse o sinal do poder criador de Deus e a testemunha do Seu direito de reclamar a reverência e a homenagem do homem. Os ímpios serão distinguidos pelos seus esforços para demolir o monumento comemorativo do Criador e exaltar a instituição de Roma. Na conclusão do conflito, todo o cristianismo ficará dividido em dois grandes grupos: Os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Embora Igreja e Estado unam o seu poder para obrigar a todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos” (Apocalipse 13:16), a receberem o sinal da besta, o povo de Deus não o receberá. O profeta de Patmos contemplou “os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, [...] e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2, 3.
Tremendas provas e aflições aguardam ao povo de Deus. O espírito de guerra está incitando as nações de um a outro extremo da Terra. Mas em meio ao tempo de angústia que está para vir — tempo de angústia qual nunca houve desde que existe nação — o povo escolhido de Deus ficará inabalável. Satanás e seu exército não o poderão destruir; pois anjos magníficos em poder o protegerão. — Testimonies for the Church 9:11-17.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 2.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Big Bang não precisou de Deus
No eterno debate sobre a existência de Deus, há quem argumente que, sem um Criador, o próprio Big Bang não teria existido. Para o astrofísico Alex Filippenko, da Universidade da Califórnia (EUA), porém, não é bem por aí. “O Big Bang pode ter ocorrido simplesmente graças às leis da Física”, disse recentemente durante a SETICon 2 (sigla em inglês para 2ª Conferência da Busca de Inteligência Extraterrestre). No bizarro mundo da Física Quântica – que opera em escala subatômica –, matéria e energia aparecem e somem de repente, sem qualquer explicação. E isso, sugerem alguns pesquisadores, pode estar por trás da origem do Universo. [Clique aqui para ler sobre a concepção de “nada” dos físicos.]
“Se aqui nesta sala você ‘torcesse’ o tempo e o espaço da maneira certa, poderia muito bem criar um novo universo. Talvez não conseguisse entrar nele, mas iria criá-lo”, sugeriu o astrônomo Seth Shostak, do Instituto SETI, durante a conferência.
Antes que os ateus possam levantar e dizer “ahá!”, Filippenko ressaltou que há uma grande distância entre mostrar que Deus não foi necessário para o Big Bang e provar que Ele não existe de fato. “Não acho que você possa usar a ciência para provar a existência ou não existência de Deus”, opinou.
Além disso, se o Universo surgiu simplesmente a partir das Leis da Física, de onde surgiram as próprias Leis? Se Deus as criou, de onde Ele veio? E o debate continua…
Nota: A cegueira não tem limites quando as pessoas se afundam na incredulidade. O absurdo chega a tal extremo que alguns cientistas buscam ETs dos quais não há evidência alguma (ou seja, “ciência” sem objeto de estudo), enquanto negam o óbvio: se existem leis, é necessário que exista, sim, um legislador. E quanto à origem desse legislador? A pergunta “De onde Ele veio?” não se aplica a Deus, porque Deus é eterno. Essa pergunta corretamente formulada fica assim: “Qual a origem de algo que teve começo?” O Universo teve um começo, portanto, precisa de uma causa. Deus não teve começo, portanto, não precisa de uma causa. Na verdade, Ele é a causa de todas as coisas (Colossenses 1:16). A verdadeira questão não é se o Big Bang precisou de Deus, mas, sim, se Deus precisou do Big Bang para criar o Universo. Leia mais sobre isso aqui.[MB]
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